Além do Véu — Mundo e organizações

Espíritos

Arquivo oficial sobre espíritos, assombrações, manifestações, vínculos, investigação, pacificação, contenção e uso cruel de mortos pela CIPED em Além do Véu.

1. Para que serve este arquivo

Este arquivo explica o que são espíritos em Além do Véu.

Ele apresenta tipos de espíritos, motivos para uma alma permanecer presa ao mundo comum, formas de manifestação, métodos de investigação, diferenças entre espíritos e demônios, relação com objetos, lugares, pessoas, crianças, relíquias, rituais, OMICED e CIPED.

Espíritos são uma das bases do jogo porque mostram que nem toda presença sobrenatural é demoníaca.

Alguns espíritos são vítimas.

Alguns são testemunhas.

Alguns são protetores.

Alguns são perigosos por dor, confusão, raiva ou corrupção.

Alguns já foram tão deformados por rituais, pactos, pragas ou demônios que não conseguem mais descansar sem intervenção.

A função deste arquivo é ajudar o mestre e os jogadores a tratarem assombrações como casos de investigação, memória, vínculo, risco e consequência, não apenas como monstros a serem destruídos.

2. O que são espíritos

Espíritos são presenças ligadas a pessoas mortas, memórias humanas, traumas, lugares, objetos ou fragmentos de alma que continuam tocando o mundo comum depois da morte.

Nem todo espírito é uma alma completa.

Alguns são pessoas mortas que ainda conservam vontade, lembranças e identidade.

Outros são ecos de sofrimento repetindo o mesmo momento.

Outros são fragmentos presos a um objeto, uma casa, um rio, uma estrada, uma criança, uma promessa, um crime ou uma relíquia.

Um espírito pode ser consciente, confuso, repetitivo, agressivo, protetor, silencioso, enganador ou quase vazio.

O mestre deve decidir se o espírito encontrado é uma pessoa que ainda pode ser alcançada, um eco sem consciência, uma presença corrompida ou uma armadilha criada por algo pior.

3. Diferença entre espíritos, demônios, entidades e ecos

É importante separar espíritos de outros seres sobrenaturais.

Espírito
Presença ligada a uma pessoa morta, a uma alma presa, a uma memória humana ou a um vínculo entre morte e mundo comum.
Demônio
Força maligna, rebelde, predatória e não humana, ligada à corrupção, possessão, mentira, pacto e domínio espiritual.
Entidade
Termo amplo para forças espirituais que podem não ser humanas nem demoníacas de forma simples. Algumas entidades são antigas, territoriais, simbólicas, naturais, angelicais, corrompidas ou desconhecidas.
Eco
Manifestação repetitiva de memória, dor, morte ou ritual. Um eco pode parecer um espírito, mas nem sempre possui consciência própria.

Confundir essas categorias pode matar pessoas.

Um espírito vingativo pode ser pacificado.

Um demônio fingindo ser espírito pode manipular os personagens.

Um eco pode assustar muito, mas não responder a conversa, bênção ou ameaça.

Uma entidade pode usar a aparência de um morto para se aproximar de vivos.

4. Por que espíritos permanecem no mundo

Um espírito pode permanecer no mundo por muitos motivos.

Os motivos mais comuns são:

Um espírito não assombra apenas porque morreu.

Ele assombra porque algo na morte, na memória, no lugar ou no vínculo permaneceu aberto.

5. Vínculos espirituais

A maioria dos espíritos permanece ligada a algum tipo de vínculo.

O vínculo é aquilo que mantém a presença presa ao mundo comum.

Descobrir o vínculo é uma das partes mais importantes de uma investigação espiritual.

5.1. Restos mortais

Restos mortais podem prender um espírito ao mundo, especialmente quando o corpo foi escondido, profanado, dividido, queimado de forma ritualística ou enterrado sem descanso.

Ossos, cinzas, cabelo, sangue seco, dentes, unhas e objetos enterrados com o corpo podem servir como foco.

5.2. Objetos pessoais

Objetos carregados de memória podem manter um espírito ativo.

Exemplos:

5.3. Lugares

Casas, hospitais, igrejas, orfanatos, cemitérios, escolas, delegacias, prisões, rios, pontes, estradas e florestas podem prender espíritos.

Um lugar se torna perigoso quando acumula sofrimento, morte, segredo, rituais ou repetição de violência.

5.4. Pessoas vivas

Um espírito pode se ligar a uma pessoa viva.

Isso pode acontecer por amor, culpa, proteção, vingança, parentesco, dívida, medo ou manipulação ritualística.

Nem todo espírito ligado a uma pessoa é hostil.

Mas mesmo um espírito protetor pode sufocar a vida do protegido quando não aceita deixá-lo seguir.

6. Tipos de espíritos

A classificação abaixo ajuda o mestre a criar assombrações e ajuda os jogadores a entenderem o tipo de presença que enfrentam.

6.1. Espírito errante

Espírito que vaga sem compreender totalmente sua morte.

Pode aparecer em estradas, hospitais, cemitérios, estações, casas antigas e lugares de passagem.

Normalmente é confuso, repetitivo e pouco agressivo, mas pode se tornar perigoso se for provocado ou corrompido.

6.2. Espírito preso

Espírito ligado a um lugar, objeto, corpo, pessoa ou ritual.

Ele não consegue se afastar muito do vínculo.

Para libertá-lo, é necessário descobrir o que o prende.

6.3. Espírito vingativo

Espírito movido por raiva, injustiça ou desejo de punição.

Pode atacar pessoas ligadas ao crime original ou pessoas que lembrem seus agressores.

Nem todo espírito vingativo está errado sobre quem o feriu.

Mas a vingança prolongada pode transformá-lo em ameaça para inocentes.

6.4. Espírito protetor

Espírito que protege uma pessoa, família, casa, igreja, orfanato, relíquia ou comunidade.

Pode ser aliado dos personagens.

Mas pode atacar qualquer um que interprete como ameaça.

6.5. Espírito familiar

Espírito ligado a uma linhagem, família ou casa.

Pode proteger descendentes, repetir segredos antigos ou cobrar promessas feitas por ancestrais.

A CIPED costuma tentar capturar esse tipo de espírito para descobrir segredos de sangue, pactos herdados e relíquias escondidas.

6.6. Espírito infantil

Espírito de criança ou eco espiritual ligado à infância.

Costuma ser instável, assustador e trágico.

Pode não entender que morreu.

Pode brincar, se esconder, repetir frases, pedir ajuda ou atrair outras crianças.

A OMICED trata espíritos infantis como prioridade de proteção e pacificação.

A CIPED trata espíritos infantis como recurso ritualístico, isca emocional ou moeda espiritual.

6.7. Espírito fragmentado

Não é uma alma inteira.

É um pedaço de memória, dor, medo, culpa ou violência repetindo uma cena.

Espíritos fragmentados podem não responder a perguntas e podem repetir sempre o mesmo gesto, som, imagem ou ataque.

6.8. Espírito ligado a objeto

Espírito preso a um item material.

O objeto pode circular entre pessoas e espalhar a assombração para novos lugares.

Esse tipo de espírito é comum em relíquias menores, brinquedos, joias, roupas, armas e fotografias.

6.9. Espírito ligado a lugar

Espírito preso a uma casa, ponte, cemitério, igreja, orfanato, hospital, escola, estrada, floresta, rio ou quarto específico.

O lugar inteiro pode funcionar como corpo espiritual da assombração.

6.10. Espírito aquático

Espírito ligado a rios, lagos, poços, mares, enchentes, afogamentos, pontes ou chuvas.

Pode atrair pessoas para a água, repetir pedidos de socorro, aparecer molhado, deixar poças, cantar, chorar ou simular afogamento.

Alguns espíritos aquáticos são vítimas.

Outros se tornam predadores.

6.11. Espírito de estrada

Espírito ligado a acidentes, caronas, pontes, curvas perigosas, atropelamentos e desaparecimentos em rodovias.

Pode aparecer como passageiro, pedestre, criança perdida, mulher pedindo ajuda ou vulto no retrovisor.

6.12. Espírito de aviso

Espírito que anuncia perigo, morte, traição, incêndio, queda, possessão ou chegada de entidade.

Nem sempre consegue explicar o que quer dizer.

Pode aparecer em sonhos, cantos, batidas, roupas manchadas, animais inquietos ou visões rápidas.

6.13. Espírito corrompido

Espírito contaminado por demônio, maldição, praga, pacto, ritual ou relíquia.

Pode ter começado como vítima, mas agora carrega algo hostil.

Esse tipo de espírito exige cuidado, porque tentar libertá-lo sem purificação pode espalhar a corrupção.

6.14. Espírito predatório

Espírito que passou a se alimentar de medo, lembrança, culpa, energia, carga mágica ou sofrimento.

É mais difícil de pacificar porque já não quer descanso.

Ele quer continuar existindo.

6.15. Espírito ritualístico

Espírito preso, fabricado, deformado ou condicionado por ritual.

Pode guardar uma porta, proteger uma casa segura, vigiar crianças, atacar invasores, alimentar uma maldição ou servir como sentinela de uma célula da CIPED.

7. Intensidade da manifestação espiritual

Nem todo espírito se manifesta com a mesma força.

O mestre pode usar os níveis abaixo para medir a intensidade da presença.

Níveis de manifestação espiritual
NívelNomeExemplos
1Presença fracaArrepios, sensação de ser observado, frio leve, sonhos vagos e silêncio estranho.
2Manifestação sensorialSussurros, cheiro, vultos, passos, luz piscando e animais inquietos.
3Interferência física leveObjetos caem, portas batem, água escorre, fotografias mudam e rádio falha.
4Comunicação diretaVozes claras, escrita, aparição visível, sonhos nítidos e mensagens repetidas.
5Ataque espiritualEmpurrões, sufocamento, cortes, medo intenso, drenagem de energia e frio doloroso.
6Influência mentalAlucinações, compulsões, perda de memória, raiva induzida e tristeza esmagadora.
7Domínio de ambienteA casa muda, portas somem, corredores se repetem e o lugar obedece ao espírito.
8Manifestação extremaPossessão parcial, ataque coletivo, ruptura do Véu, morte iminente e praga espiritual.

8. Como espíritos aparecem

Espíritos podem se manifestar de muitas formas.

Exemplos comuns:

9. Como investigar uma assombração

A OMICED ensina que uma assombração não deve ser aceita como explicação antes de investigação.

Primeiro, os agentes devem procurar fatos.

Depois, padrões.

Depois, vínculos.

Depois, sinais espirituais.

Uma investigação espiritual pode seguir estas perguntas:

Uma boa investigação evita dois erros graves: destruir uma vítima que poderia descansar ou confiar em uma presença que nunca foi humana.

10. Padrões e pistas

Espíritos costumam agir por repetição.

Mesmo espíritos violentos deixam padrões.

Exemplos de padrões:

Padrões ajudam a descobrir se o caso envolve espírito, demônio, praga, maldição, crime humano ou manipulação da CIPED.

11. Falsas explicações

Nem tudo que parece assombração é espírito.

Um caso pode ser:

A OMICED deve investigar antes de agir.

A CIPED usa falsas explicações para ganhar tempo, incriminar inocentes e afastar agentes do verdadeiro ritual.

12. Comunicação com espíritos

Nem todo espírito consegue conversar.

Alguns falam claramente.

Outros só repetem frases.

Outros respondem por sonhos, escrita, objetos, sons, temperatura, água, imagens ou lembranças.

Alguns mentem.

Alguns não sabem que morreram.

Alguns confundem os personagens com pessoas do passado.

Alguns só respondem a nomes, músicas, orações, brinquedos, fotografias, objetos pessoais ou lugares importantes.

Ao tentar comunicação, personagens podem usar:

13. Espíritos e crianças

Crianças aparecem com frequência em casos espirituais.

Algumas crianças percebem espíritos antes dos adultos.

Algumas são vistas como pontes pelo mundo espiritual.

Algumas atraem espíritos protetores.

Algumas são marcadas por entidades, relíquias, pactos herdados ou rituais antigos.

A OMICED considera crianças sensíveis como prioridade de proteção.

A CIPED caça crianças sensíveis porque elas podem servir como recipientes, iscas, fontes de energia, herdeiras de pacto, chaves de ritual ou pontes para entidades.

Orfanatos, abrigos, casas de caridade e escolas podem ser cenários centrais para casos envolvendo espíritos infantis.

Um espírito infantil pode pedir ajuda, brincar, esconder pistas, imitar amigos imaginários ou repetir a cena de sua morte sem compreender o horror do que mostra.

14. Espíritos ligados a objetos

Objetos assombrados podem viajar de mão em mão.

Isso torna a investigação difícil, porque o lugar atual da assombração pode não ser o lugar da morte.

Objetos comuns em casos de espíritos incluem:

Um objeto assombrado pode precisar ser purificado, enterrado, devolvido, selado, destruído ou entregue à família correta.

15. Espíritos ligados a lugares

Alguns lugares funcionam como âncoras espirituais.

Exemplos:

Quando um espírito domina um lugar, o ambiente pode repetir a morte, esconder portas, mudar corredores, apagar sons, prender visitantes ou forçar personagens a reviver memórias que não são suas.

16. Espíritos aquáticos

Espíritos aquáticos estão ligados a água, afogamento, chuva, rios, lagos, mares, poços, enchentes, pontes e barcos.

Podem aparecer molhados, pingando, cantando, chorando, pedindo socorro ou chamando pessoas para perto da água.

Alguns atraem vítimas com beleza, tristeza ou vulnerabilidade.

Outros fingem afogamento para despertar compaixão.

Outros protegem um corpo escondido no fundo da água.

Em casos da CIPED, espíritos aquáticos podem ser presos a poços, caixas d’água, cisternas, aquários, rios ou reservatórios usados em rituais.

17. Espíritos vingativos

Espíritos vingativos são movidos por dor transformada em ataque.

Eles podem perseguir culpados reais, descendentes de culpados, pessoas parecidas com os culpados ou inocentes que apenas tocaram no vínculo errado.

O mestre deve decidir se a vingança tem uma verdade por trás.

Um espírito vingativo pode ser a única testemunha de um crime que a polícia, a mídia ou a CIPED enterraram.

A OMICED tenta descobrir a verdade antes de destruir.

A CIPED gosta de direcionar espíritos vingativos contra inimigos, transformando dor em arma.

18. Espíritos protetores

Espíritos protetores podem guardar pessoas, famílias, igrejas, casas, orfanatos, objetos ou comunidades.

Nem sempre são pacíficos.

Um protetor desesperado pode atacar médicos, agentes, policiais ou familiares se achar que todos são ameaça.

Um espírito protetor pode ser aliado importante da OMICED quando compreendido.

A CIPED tenta capturar protetores para quebrar defesas de lugares seguros.

19. Espíritos corrompidos

Espíritos corrompidos foram deformados por forças malignas.

A corrupção pode vir de:

Um espírito corrompido pode apresentar sinais como voz dupla, cheiro de enxofre, símbolos aparecendo perto da manifestação, aversão a bênçãos, violência sem relação com sua história e ataques contra pessoas que tentam ajudá-lo.

Espíritos corrompidos exigem purificação, selamento ou destruição quando a recuperação é impossível.

20. Espíritos usados pela CIPED

A CIPED usa espíritos de forma cruel.

Para a CIPED, um espírito raramente é uma pessoa que precisa descansar.

Ele é recurso.

Pode ser usado como:

A CIPED pode prender espíritos em bonecas, retratos, espelhos, anéis, poços, quartos, altares, armas, livros ou corpos preservados.

Ela também pode transformar orfanatos, abrigos e casas de caridade em locais onde mortos vigiam vivos, crianças são observadas e espíritos infantis são usados para atrair outras crianças.

Essa prática é uma das marcas mais malignas da organização.

21. Atuação da OMICED diante de espíritos

A OMICED não destrói espíritos automaticamente.

Seu protocolo busca entender antes de agir.

As etapas comuns são:

  1. confirmar se há manifestação espiritual real;
  2. identificar se é espírito, demônio, eco, entidade, praga ou fraude;
  3. proteger civis;
  4. descobrir o vínculo;
  5. descobrir a história da morte;
  6. tentar comunicação quando seguro;
  7. avaliar risco;
  8. pacificar quando possível;
  9. purificar se houver corrupção;
  10. conter se houver perigo;
  11. destruir apenas quando não houver alternativa segura.

A regra moral da OMICED é:

um espírito pode ser vítima, mas uma vítima também pode se tornar ameaça.

22. Atuação da CIPED diante de espíritos

A CIPED procura espíritos por interesse.

Ela busca mortos úteis, vingativos, fragilizados, infantis, antigos, familiares, ligados a relíquias ou capazes de guardar segredos.

Suas ações comuns incluem:

A CIPED não precisa revelar sua crueldade no início.

Ela pode dizer que está preservando memórias, ouvindo os mortos, libertando almas ou protegendo espíritos contra a OMICED.

Na prática, sua ação transforma mortos em propriedade espiritual.

23. Fraquezas e formas de contenção

Espíritos podem reagir a materiais, símbolos, rituais e vínculos específicos.

Nem todas as fraquezas funcionam em todos os casos.

O mestre deve decidir quais métodos funcionam para cada espírito.

23.1. Sal

O sal é usado como elemento de proteção, purificação e afastamento.

Pode ser espalhado em portas, janelas, círculos, túmulos, objetos ou munições especiais.

Em muitos casos, o sal afasta ou enfraquece o espírito temporariamente, mas não resolve a causa da assombração.

23.2. Ferro

Ferro pode afastar, ferir ou interromper uma manifestação espiritual.

Armas, barras, correntes, grades, pregos, facas ou objetos de ferro podem ser usados para defesa emergencial.

Ferro raramente dá descanso ao espírito. Ele apenas força distância ou interrupção.

23.3. Fogo ritual

Fogo pode destruir focos materiais, purificar objetos ou encerrar vínculos quando usado com cuidado.

Queimar o foco errado pode libertar algo pior, espalhar uma maldição ou destruir a única pista capaz de salvar o espírito.

23.4. Funeral correto

Alguns espíritos precisam de sepultamento, reconhecimento, nome, oração, despedida, verdade revelada ou retorno de restos mortais à família.

Nem todo caso exige destruição.

Às vezes, o espírito só precisa ser lembrado corretamente.

23.5. Bênçãos e purificações

Bênçãos e purificações podem acalmar, separar corrupção, proteger vivos e preparar o espírito para descanso.

São métodos preferidos pela OMICED quando há chance de recuperação.

23.6. Selamentos

Selamentos prendem, isolam ou limitam espíritos perigosos.

A OMICED usa selamentos para conter ameaças quando não há solução imediata.

A CIPED usa selamentos para escravizar mortos, proteger segredos e transformar espíritos em guardas.

24. Descanso, contenção, purificação e destruição

Existem quatro destinos principais para um espírito.

24.1. Descanso

O descanso acontece quando o espírito é liberto do vínculo que o prende.

Pode envolver funeral, perdão, verdade revelada, corpo encontrado, justiça, oração, destruição de foco, proteção de alguém vivo ou aceitação da morte.

24.2. Contenção

A contenção é usada quando o espírito é perigoso demais para ficar solto, mas ainda não deve ser destruído.

Pode envolver círculo, selo, relicário, quarto protegido, túmulo reforçado, prisão espiritual ou objeto de contenção.

24.3. Purificação

A purificação separa o espírito de corrupção, maldição, praga ou influência demoníaca.

É arriscada e pode exigir bênçãos, proteção, carga mágica, rituais, relíquias e resistência mental.

24.4. Destruição

A destruição é o último recurso.

É usada quando o espírito se tornou predatório, irrecuperável, artificial, corrompido além de salvação ou perigoso demais para contenção.

A OMICED registra destruição de espírito como medida extrema.

A CIPED destrói espíritos quando deixam de ser úteis ou quando precisa alimentar algo pior.

25. Espíritos em combate

Espíritos não lutam como humanos.

Eles podem atacar com ambiente, medo, memória, frio, objetos, alucinação, energia espiritual ou influência mental.

Formas comuns de ataque:

Armas comuns geralmente não resolvem o problema.

Ferro, sal, bênçãos, proteções, selamentos, rituais, relíquias e descoberta do vínculo são mais importantes do que dano físico comum.

26. Perigo de falsos espíritos

Demônios, entidades e membros da CIPED podem fingir que uma manifestação é apenas um espírito.

Esse disfarce é perigoso porque desperta compaixão.

Um demônio pode aparecer como criança morta.

Uma entidade pode imitar uma mãe pedindo ajuda.

A CIPED pode criar uma falsa assombração para afastar pessoas de um ritual real.

Um espírito verdadeiro pode estar sendo usado como máscara para algo maior.

Sinais de falso espírito incluem:

27. Tabela de exemplos de espíritos

Exemplos de espíritos para campanhas
TipoSinal principalVínculo provávelRisco
ErranteVaga sem direção e repete hábitos antigos.Lugar de morte ou objeto pessoal.Baixo a médio.
PresoNão consegue sair de um local ou objeto.Restos mortais, casa, quarto ou relíquia.Médio.
VingativoAtaca pessoas ligadas a uma injustiça.Crime, arma, corpo escondido ou data.Médio a alto.
ProtetorDefende alguém ou algum lugar com violência.Pessoa viva, família, igreja ou abrigo.Variável.
InfantilBrinquedos, risadas, desenhos e pedidos de ajuda.Objeto de infância, orfanato, escola ou quarto.Baixo a alto.
AquáticoÁgua, canto, afogamento, poças e frio úmido.Rio, lago, poço, ponte ou corpo submerso.Médio a alto.
FragmentadoRepete uma cena sem consciência completa.Memória, trauma, sangue ou lugar.Baixo a médio.
CorrompidoViolência desproporcional e sinais demoníacos.Maldição, praga, pacto ou ritual.Alto.
RitualísticoObedece comando, guarda local ou ataca invasores.Selo, objeto, círculo, sangue ou grimório.Alto.

28. Como usar este arquivo em jogo

Use este arquivo quando uma missão envolver assombrações, mortos, ecos, objetos amaldiçoados, casas assombradas, cemitérios, orfanatos, hospitais, igrejas, rios, estradas ou espíritos usados em rituais.

Em campanhas da OMICED, espíritos devem gerar investigação, dilema moral, proteção de vítimas e escolha entre descanso, contenção, purificação ou destruição.

Em campanhas da CIPED, espíritos mostram a crueldade da organização: mortos são presos, vendidos, usados, corrompidos e transformados em instrumentos.

O mestre deve lembrar que um espírito pode ser pista, vítima, inimigo, testemunha, proteção, armadilha ou porta para algo pior.

Para detalhes relacionados, consulte também:

Próximos arquivos

Depois deste arquivo, consulte demônios, possessões, pactos, locais assombrados e relíquias amaldiçoadas.